Por Vinícius Luge
Em tempos de releitura de Alice no País das Maravilhas, eis que em seus “Registros” a “Razão” acaba por criar “O jornal em um Estado surreal”. Escreve o referido jornal, dia 4, na sua página 2, que a ex- (des)governadora Yeda deixa: “não apenas uma economia em franco progresso, como também uma herança bentida (...) um setor público com as finanças em ordem (défit zero) e recuperação da perdida capacidade de investir, além das contas pagas...”
Quase escrito pela própria governadora!! Pensei em ir ao site do PSDB para ver se era algum release tucano!! Qualquer análise crítica reconhece no déficit zero uma peça de marketing que foi conseguida sucateando a educação pública, a saúde, a segurança, com o governo gastando muito menos que os mínimos previstos pela constituição.
E a falta de professores? E a contratação de PMS temporários e não efetivos? E a crise prisional? E a completa falta de políticas sociais?
O Governo Yeda teve os escândalos, a falta de comprometimento com os funcionários públicos. O Governo Yeda teve o neoliberalismo, teve uma peça de marketing, o Défict Zero e teve a grande imprensa. Essa, ainda tem.
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